Revisto e portado em 23/07/2009

     Pelo que se pode ver, me parece que existe mais desinformação a respeito da lei de Moisés do que informação exata. Popularmente se diz que essa lei foi cravada por HaMashiach no madeiro para poder dar passagem a um novo sistema de justificação diferente daquele o qual o povo de Yisrael dispôs enquanto povo de YHWH. Inclusive a corrente antinomianista (antinomianista significa contra a lei, é uma palavra formada por duas palavras gregas: anti = contra e nomos = lei) a ridiculariza, a desfaz e a massacra, ao seu bel prazer, pensando que sua vigência findou no calvário. Fala-se muito dessa corrente em um pequeno livro intitulado – Porque guardamos o domingo?, onde seu autor  com imensa galanteria e demasiado entusiasmo não perde a oportunidade de demonstrar que desconhece o que na realidade ela significa. Olhar o que é a lei divina (principalmente a mosaica) dentro da Palavra de YHWH, para estuda-la, requer usar a razão da qual estamos dotados, e então verificaremos que dá-la por anulada sem raciocinar no que se diz é um tremendo desacerto. É devido a pouca informação que existe a respeito da lei mosaica, que este estudo certamente ajudará muito, às pessoas que correm pelo caminho traçado por nosso Mashiach Yahushua, a entender se na realidade o sacrifício no madeiro a anulou ou se está em vigência.

A lei de Moisés = A lei de YHWH

     Foi dado o nome de lei de Moisés pelo fato de que foi o servo de Ulohim Moisés quem a escreveu, por isso lemos em Deuteronômio 31: 24-26: “E aconteceu que, acabando Moisés de escrever num livro, todas as palavras desta lei, deu ordem aos levitas, que levavam a arca da aliança de YHWH, dizendo: Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança de YHWH vosso Ulohim, para que ali esteja por testemunha contra ti. Não existiu e não existirá homem algum, além de Moisés, que tenha tido o honroso mérito de ter escutado diretamente do Todo Poderoso as palavras da Lei. Foi durante a travessia do deserto do Sinai que Ulohim falava e Moisés escrevia, dessa maneira, por algum tempo, até dar por terminado o livro que continha todas as Leis que o Yisrael de YHWH devia obedecer ao pé da letra.

     Notavelmente foi Moisés que escreveu esse livro, porém mais notável é que tudo o que escreveu foi por ordem divina. Ele nunca escreveu nada de sua própria imaginação, de seu próprio capricho ou autoria, porque se assim o fizesse, com certeza Ulohim, o fulminaria na hora com um raio. É devido a certeza de ter sido Ulohim quem ordenou a Moisés recopilar todas as Suas Leis em um livro, que Lucas o identifica como a Lei de YHWH, o que se comprova lendo Lucas 2: 22, 23: “E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem a YHWH (Segundo o que está escrito na lei de YHWH: Todo o macho primogênito será consagrado a YHWH)”.

     O evento que Lucas está narrando se refere a quando Yahushua HaMashiach, recém nascido, foi levado ao templo para ser apresentado de acordo ao que a Lei mosaica (escrita por Moisés) mandava. Observe atentamente que Lucas não fala com desrespeito da Lei, ele não a toma como insignificante ou com demérito, ao contrário, a chama “Lei de YHWH”. Quando Lucas escreveu seu evangelho já haviam transcorrido varias décadas após a morte do salvador das ovelhas perdidas do povo de Yisrael, e sem dúvida para ele a grande honra dessa Lei não havia desaparecido, mesmo que no momento da escrita alguns de seus aspectos já tivessem deixado de ter vigência.

     O conceito que na atualidade se tem da lei de Moisés, na maioria dos casos não reflete o exato conceito que os escritores da segunda aliança tinham dela, mas reflete repugnância e embaraço. O ministro Sha’ul (Paulo) [cujos escritos são interpretados incorretamente como apoio para a desqualificação da Lei], nunca a menciona com demérito. Mas sim, a menciona dando-lhe o devido lugar, dando prioridade ao Autor dela, mas o fato de fazer isso de modo algum significa indiferença ou menosprezo.

     Ao estudar a Palavra de YHWH alguém pode fazer-se a seguinte pergunta: O fato de que os redimidos pelo sangue de HaMashiach não se justifiquem por obedecer à Lei, significa desonra para ela? Significa ter o direito para olha-la com indiferença? Realmente não! Mesmo que alguns aspectos dela não nos envolvam, de maneira alguma significa que foi anulada. Esse é o aspecto no qual não se tem posto atenção. Os filhos de Ulohim na atualidade devem ter exatamente o mesmo conceito que os apóstolos tinham sobre a Lei. Paulo menciona da seguinte forma: Romanos 7: 12 – “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”. E Tiago assim diz sobre ela 1: 25 – “Aquele, porém, que atenta bem para a Lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito”.

O grande mandamento da Lei

     Sem dúvida ou medo de errar posso dizer que a rejeição da Lei mosaica nasceu como fruto da desinformação e dos falsos conceitos de que tem sido rodeada e da pouca iniciativa para entender que a maioria dos aspectos dela estão em plena vigência. Prova disso é o grande mandamento da Lei. O evangelho de Mateus diz: “E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Yahushua disse-lhe: Amarás YHWH teu Ulohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento”. [Mateus 22: 34-38].

     Não existe mandamento em toda a Palavra cujo significado se iguale a esse. Amar a YHWH com todo nosso ser, é o todo do homem. A vida inteira do homem deve girar em torno do Grande Criador. Notavelmente, esse mandamento o qual Yahushua HaMashiach se refere não é um novo mandamento, ele se encontra escrito em Deuteronômio 6: 4, 5 que diz: “Ouve, Yisrael, YHWH nosso Ulohim é o único Ulohim. Amarás, pois, YHWH teu Ulohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”. [Deuteronômio 6: 4, 5] Isso se encontra na Lei de Moisés. A pergunta é: Por haver ter sido escrita na Lei mosaica tem deixado de ter validade para os filhos de YHWH na atualidade? É claro que não! É por isso que a corrente antinomianista que rejeita dar honra a Lei divina se embaraça ruidosamente diante do que o Mashiach chama de o “grande mandamento”. Dizer que a lei mosaica foi cravada por Yahushua HaMashiach no madeiro ao invés de aceitar o valor do grande mandamento é desconhecer em que consiste esse glorioso sacrifício e uma tremenda contradição que a pessoa faz a si mesma. Se a Lei mosaica não esta valendo para a Yisrael de YHWH atual, então o grande mandamento tão pouco está valendo.

O segundo mandamento

     A situação, todavia vai mais fundo quando se lê as palavras de Yahushua, que ao validar a lei disse: “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. [Mateus 22: 39]. Esse versículo é parte da Lei de Moisés e se encontra escrito em Levítico 19: 18: “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou YHWH”.

     O raciocínio mais sensível nos demonstra e nos faz entender que a base do evangelho é o amor, todos sabemos disso. A base da sobrevivência da Yisrael de YHWH através dos séculos é o amor. E a base sobre a qual nosso Ulohim deseja que o povo israelita se fortaleça é o amor. Amar ao próximo como a si mesmo é a base social sobre a qual descansa a comunhão espiritual. O mandamento de amar ao próximo também não nasceu na época do inicio do evangelho, mas sim na Lei de Moisés, os apóstolos assim entenderam, inclusive João, “o apóstolo do amor”, em seus escritos o menciona um bom número de vezes. Por isso, pensar que a Lei mosaica carece de valor para os do povo de YHWH é dizer que esse mandamento também carece de valor.

     Outra vez digo que se pensarmos que o sacrifício de Yahushua no Calvário serviu para anular toda a Lei de Moisés, então este mandamento ficou anulado já que é parte da Lei. Com certeza a Lei de Moisés merece alguma atenção a fim de ser aplicada corretamente.

Outros mandamentos da lei de Moisés 

     Além dos mandamentos “maiores” escritos na lei, existe um grande número de mandamentos dos quais é impossível pensar que tenham sido ab-rogados pelo Mashiach no madeiro.
Vejam os seguintes:     

     “Não descobrirás a nudez de teu pai e de tua mãe: ela é tua mãe; não descobrirás a sua nudez”. [Levítico 18: 7]. Iniciando por esse versículo (7) até o (17) YHWH proíbe ver a nudez de pessoas próximas ou familiares próximos, começando pelos pais, os infratores acarretam maldição sobre si. Pelo fato de que hoje os pais e as mães tomam banho, nus, junto com seus filhos, de maneira alguma significa que o mandamento tenha ficado sem efeito, mas sim essa ação nasceu da desobediência à vontade divina.

     Não importa quão moderna seja a sociedade atual, não importa que raciocínios sejam elaborados para validar esse tipo de ação, o certo é que ante os olhos de YHWH tal coisa é abominação e acarreta maldição. Importante é entender que os mandamentos de YHWH não dependem de fatores culturais, para podermos dizer que as proibições da lei foram exclusivas para o povo de Yisrael. As culturas têm sido estabelecidas pelos homens, não por YHWH. A desobediência a YHWH tem sido da tendência humana rebelar-se conta Seu fazedor. Mas apesar de tudo isso YHWH permaneceu inalterável. No dia do juízo final será levada em conta a desobediência a vontade divina, sem importar a que cultura e em que tempo viveram os desobedientes, fará para esses sentido então reparar as desobediências. Se descobrir a nudez de seus familiares é pecado, quanto mais não o é unir-se em atos privados. Ambas as coisas acarretam maldição.

Outro mandamento:

     “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é; Nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; confusão é”. [Levíticos 18: 22, 23]. Entende esses mandamentos? Há alguma parte que não seja clara e específica?

     Enfim, a lei de Moisés encerra grande número de mandamentos que nossa consciência claramente demonstra como vigentes, e é bem certo que atualmente a promiscuidade tem inundado o mundo dito cristão, mas isso de modo algum significa que a lei tenha perdido sua vigência, ou que YHWH permita ao homem desobedecer àquilo que proibiu na lei. Admitindo ou não, os mandamentos morais escritos na lei mosaica estão em plena vigência na atualidade. Ou será que por HaMashiach haver morrido no madeiro deixaram de ser pecado os atos sexuais entre pessoas e animais ou entre pessoas do mesmo sexo? Possivelmente se tenha mal entendido o sacrifício redentor e se pense que a partir dele qualquer pessoa que “aceite” ao Mashiach como salvador passam a ter direito de cometer perversões sem temor do castigo eterno, enquanto que os que não o tem aceitado estão sob condenação.

     É importante notar que essa mesma lei foi reconhecida pelo ministro Sha’ul e repetida: Romanos 1: 24-32 – “Por isso também Ulohim os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Ulohim em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Assim seja. Por isso Ulohim os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de YHWH, assim Ulohim os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Ulohim, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo a justiça de YHWH (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem”.

Leis locais

     Dentro da Lei mosaica existem Leis que foram observadas exclusivamente por Yisrael, esse tipo de Leis não fazem parte dos mandamentos eternos, por exemplo, esse: “E quando o estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o oprimireis”. [Levítico 19: 33]. Este mandamento faz parte da lei mosaica e o povo devia obedecê-lo, contudo, ele foi local, e lhes foi dado para que recordassem que assim como eles foram estrangeiros em terra alheia, assim existiriam estrangeiros que habitariam entre eles quando herdassem a terra.

Mandamentos transitórios

     Existem alguns mandamentos que estiveram vigentes somente por pouco tempo, depois do qual perderam vigência, entre eles estão os seguintes: Em Deuteronômio 25: 17-19 está ordenado a Israel destruir completamente aos filhos de Amaleque. Em Êxodo 23: 31 foi ordenado ao povo retirar de Canaã todos os moradores e tomar a terra como sua propriedade já que essa era a terra que YHWH lhes prometeu. Em Deuteronômio 27: 2, 3, foi ordenado ao povo escrever a lei de YHWH sobre pedras pintadas com cal. Seu cumprimento se encontra em Josué 8: 32.

A parte da Lei abolida por Yahushua HaMashiach

     Com certeza para muitas pessoas seja inteiramente novo saber que o que Yahushua HaMashiach anulou foi o sistema justificativo contido dentro da Lei de Moisés e as Leis ligadas ao sacerdócio levita e às festividades, não mais. Anteriormente, quer dizer, antes da vinda do Mashiach, a justificação do povo israelita pelos pecados, que diariamente cometia, era efetuada por meio do sacrifício de animais. Da para notar, que os sacrifícios se efetuavam a cada dia em número considerável. Se alguém pecava por descuido, devia apresentar-se diante do sacerdote levando um animal para ser degolado e queimado em holocausto, dessa maneira o pecado pessoal era pago pelo animal sacrificado. Se alguém contraia qualquer imundícia de todas as prescritas na Lei, necessariamente devia apresentar-se diante do sacerdote levando um animal para ser sacrificado a seu favor, e dessa maneira ficar ritualmente purificado.

     A nível nacional a Lei estabelecia um sacrifício pela manhã e outro à tarde, no dia de sábado (7° dia) eram sacrificados dois de manhã e dois à tarde. Além disso tudo, uma vez ao ano devia celebrar-se o dia das expiações, que era a festa mais solene de todo o extenso calendário festivo israelita. Em si, o sistema ritual preenchia completamente as necessidades de santificação do povo. Mas, contudo, em certas ocasiões apresentava dificuldades para quem morasse distante de Jerusalém pois no inverno as temperaturas eram baixas e o frio muito forte. Não podemos esquecer que todos os sacrifícios justificativos eram feitos no templo de Jerusalém e realizado por um sacerdote.

     Quantas vezes pecasse, o israelita devia subir à Jerusalém levando o animal correspondente para o sacrifício. Havendo sido Jerusalém a cidade que YHWH escolheu, todo aquele que ia fazer sua oferta estava obrigado a subir até lá, sempre que era necessária a justificação, de outra maneira morria por mandado divino.

     Este sistema foi elaborado exclusivamente para Yisrael, só o povo de YHWH gozava do perdão divino, o resto do mundo estava condenado à morte eterna, nada nem ninguém podia reverter sua sorte, (por isso das diásporas) até que veio o tempo assinalado, YHWH decidiu enviar Seu Mashiach para encontrar as ovelhas perdidas das duas casas de Yisrael. Esse foi o projeto feito pelo Todo Poderoso na eternidade (muito antes da criação). Vindo o Mashiach e feito seu grande sacrifício no madeiro, aquele sistema deu passagem a um muito mais amplo.

     Com respeito ao conteúdo da Lei mosaica, quase no geral é mal interpretada, crendo-se que ela encerra unicamente coisas rituais que só tiveram a ver com os israelitas na primeira aliança, isso não é correto. Na Lei mosaica além de existirem elementos rituais (cerinomiais) também contém elementos vitais para a vida de qualquer homem, Leis estas que vieram a existência muitos séculos antes de Yisrael vir a existir como nação e que eram para todos os seres humanos em todas as épocas, portanto é necessário que se leve em conta que quando se fala de Lei mosaica deve-se saber sobre que aspecto se fala, e quando se fala dela ter sido anulada por Yahushua HaMashiach deve-se ter bem claro qual aspecto dela foi anulado, porém juntar todo o seu extenso conteúdo em uma coisa só para declara-la como revogada ocasiona atropelo a aqueles grandes mandamentos que já comentamos, como: Amar a Ulohim com todo nosso ser e a nosso próximo como a nós mesmos, e a todos aqueles mandamentos pelos quais sabemos que quem comete imoralidade e perversões estão sob maldição e sujeitos a condenação eterna (separação eterna de Ulohim). Portanto alei que foi terminada por Yahushua HaMashiach é a parte da Lei mosaica que trata dos rituais e tudo ligado a eles (justificação, festas, etc). O verdadeiro discípulo só comemora a Ceia instituída por Yahushua HaMashiach na noite do dia de sua morte e o lava pés, no mesmo dia, 14 de Abib e não necessita fazer sacrifícios com animais, pois nosso Mashiach Yahushua já o fez uma única vez e vale para sempre. (“Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam”. (Hebreus 10:1)

Caros chaverim, aqui termina este capítulo da compilação intitulada “A verdade sobre a Torah e as Leis que ainda estão em vigência”, a qual estou escrevendo lentamente nesses dias, por tanto irei estar intercalando, outros estudos a estudos desse livro, nos meus envios, a medida que os for completando...

Shalom
Presbítero Sérgio

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