Postado em 12/03/2010

(O ESCRITOR DESTE ESTUDO ENTENDE QUE JESUS NÃO PRÉ-EXISTIU PESSOALMENTE COM DEUS NO CÉU ANTES DA CRIAÇÃO DO MUNDO FÍSICO, COMO TRADICIONALMENTE ENSINA O “CRISTIANISMO”).

Os que defendem uma preexistência literal de Jesus estão fazendo ecoar nos tempos atuais as mesmas palavras do *CREDO DE NICÉIA (elaborado para ensinar a trindade) que diz o seguinte na parte que se refere ao FILHO DE DEUS - VEJA:  * CREIO EM UM SÓ SENHOR, JESUS CRISTO, FILHO UNIGÊNITO DE DEUS, “GERADO DO PAI ANTES DE TODOS OS SÉCULOS”: DEUS DE DEUS, LUZ DA LUZ, VERDADEIRO DEUS DE VERDADEIRO DEUS, “GERADO, NÃO FEITO, DA MESMA SUBSTÂNCIA DO PAI. POR ELE TODAS AS COISAS FORAM FEITAS”.

CREDO DE CALCEDÔNIA: Portanto, conforme os santos pais, todos nós, de comum acordo, ensinamos os homens a reconhecer um e o mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, totalmente completo na divindade e completo em humanidade, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, que consiste também de uma alma racional e um corpo; da mesma substância (homoousios) com o Pai no que concerne à sua divindade e ao mesmo tempo de uma substância conosco, concernente à sua humanidade; semelhante a nós em todos os aspectos, exceto no pecado; concernente à sua divindade, gerado do Pai antes das eras, ainda que também gerado como homem, por nós e por nossa salvação, da virgem Maria; um e o mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, reconhecido em DUAS NATUREZAS, SEM CONFUSÃO, SEM MUDANÇA, SEM DIVISÃO, SEM SEPARAÇÃO; a destinação das naturezas de maneira alguma se anula pela união;

As passagens que são usadas para apoiar a pré-existência de Cristo podem ser agrupadas nas seguintes classes:

1 - Aqueles que se referem a Cristo como o Criador de todas as coisas.

2 - Aqueles que se referem a Cristo como existindo antes de seu nascimento. (PREEXISTÊNCIA LITERAL).

O grupo 1 é facilmente explicado, uma vez que se demonstre que o trabalho criativo de Cristo refere-se à realização de novos homens e mulheres, e não à criação de todas as coisas, como na criação de Gênesis 1. Cristo é o primogênito da NOVA criação.

No Grupo 2, as passagens exigem uma compreensão do divino ponto de vista de que Deus “chama as coisas que não são como se já fossem”. (Cf Romanos 4:17; Isaías 46:9, 10).

Através de Sua presciência, Deus fala nos tempos presente e passado, sobre eventos ainda futuros. Isso enfatiza a certeza do resultado. Deus pode contemplar a glória dos santos, o reino, e mesmo Cristo antes da sua existência real. (Veja Atos 15:18; Mateus 25:34, João 17:5, 24; Ef. 1:4; Hebreus 4:3).

A Crença na pré-existência literal de Cristo tem efeitos inevitáveis sobre a compreensão e apreciação da obra redentora do Salvador. Considere o seguinte:

Ø       Se Jesus era consciente de ter existido no céu como o Criador (imortal e glorioso), como ele poderia, em qualquer sentido ser tentado da mesma maneira que são seus irmãos? (Hebreus 4:15).

Ø       Se Cristo pré-existia a força do argumento de 1Coríntios 15:46 está perdida. Paulo diz: “Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual”. 

Pelo contexto desse texto dizer que o Logos antes de se tornar carne era totalmente divino não tem a menor sustentação ou sentido, veja:

1)       O assunto deste capítulo é ressurreição, portanto de saída, não tem nada a ver com uma suposta existência anterior (preexistência);

2)       1Corintios 15:44 diz: “Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual”.

Comentário: Aqui Paulo fala do momento em que na ressurreição, o corpo natural, corruptível, (se transformará em imortal e incorruptível). Somente este versículo, poderia dar margem a uma idéia de que se há corpo natural, poderia haver também corpo espiritual antes do natural,  mas qual seria a ordem, espiritual primeiro e depois natural? Não. Veja:

3)       1Coríntios 15:46 – “Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual”. Observou a ordem, primeiro o NATURAL, depois o ESPIRITUAL.

Em relação ao verso  47 – “O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu”, Paulo está mantendo a mesma ordem, primeiro natural – da terra e o segundo espiritual – do céu, pois Cristo já se encontrava no céu, havendo recebido do Pai a imortalidade. Nós hoje trazemos a imagem dos homens terrestres, mas por ocasião da ressurreição traremos então a imagem do homem celestial, Jesus ressuscitado. Mas se Cristo pré-existia, então essa ordem é invertida -  espiritual primeiro, depois natural. Como então ele é o primogênito entre muitos irmãos (Romanos 8:29), se de fato a sua experiência é contrária a de seus irmãos? Portanto, eu é que vos pergunto: mediante a palavra de Deus, É POSSÍVEL, O ESPIRITUAL GANHAR NATUREZA CARNAL? POR FAVOR, TENHA CUIDADO PARA NÃO ESTAR IMPLICITAMENTE PREGANDO O ESPIRITISMO!!!!

A Bíblia não diz nada disso: que ele tornou-se mortal, aniquilou em si a imortalidade, entregou sua condição de divino. Tudo são invenções. O que me parece é que segundo a esses inventores, Jesus era como uma alma que encarnou em um corpo. Isto não é bíblico.

O ENVIADO DE DEUS

Percebemos que estão no mesmo patamar o “envio” do Filho de Deus por Deus ao mundo e o “envio” dos cristãos por Jesus ao mundo. Ora, não sou eu quem disse as palavras registradas no evangelho de João 17:18, foi o próprio Jesus: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”.

Para os que pretendem que Cristo teve uma preexistência, é lógico que tanto para eles como para os que criaram essa doutrina, esse enviar aí significa SAIR DE UM LUGAR E IR A OUTRO LUGAR, MAS NÃO É ISSO QUE ENVIAR SIGNIFICA. As palavras de Jesus perdem o sentido, se ENVIAR (no sentido bíblico) for entendido como SAIR DE UM LUGAR A OUTRO (no caso de Jesus, sair do céu e tomar um corpo de carne).  Este tipo de explicação não é necessária,  uma vez que notamos que Daniel viu o Filho do Homem 600 anos antes em visão,  sentado à destra do Pai (Daniel 7:13,14). É uma posição que ganhou Jesus, diz o Novo Testamento, por sua ressurreição e ascensão. (Atos 2: 32-36).

No mesmo evangelho, capítulo 20:21, Jesus repete a promessa. A palavra “ENVIOU” descrita aí e em João 17:3 (ENVIASTES) vem do grego APOSTELLO. Segundo Strong significa: Comissionado, separado para um serviço especial, equipado com uma missão a cumprir com total apoio e autoridade de quem o enviou.

Ø       Ser enviado na concepção bíblica significa receber autoridade, ser comissionado para agir em nome daquele que o “comissionou”. Isto exclui a possibilidade de que signifique sair de um lugar a outro, no caso do céu a terra em relação a Cristo.

Ø       Havia entre os judeus a idéia de que um bom mestre “vinha de Deus”, porém não no sentido de haver vivido nos céus com Deus antes de nascer. Por exemplo, em João 3:2 Nicodemos disse a Jesus: “Rabi, bem sabemos que és mestre, vindo de Deus; Porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele”.  Sem dúvida, não há evidência de que Nicodemos cria que Jesus havia existido literalmente nos céus antes de nascer na terra.

Se a bíblia aparentemente insinua que Jesus veio do céu, diz o mesmo acerca de outros homens. Por exemplo: João 13:3 diz que Jesus “havia saído de Deus”, e em *João 16:28 Jesus diz: “Saí do Pai e vim ao mundo”. Estas palavras são tomadas comumente como evidência da preexistência de Jesus no céu, porém João 1:6 diz: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João”. A frase afirma literalmente que João veio da presença de Deus, igual a Jesus, porém ninguém sustenta que João havia preexistido no céu. Jesus foi enviado ao mundo para trazer sua mensagem de vida. A mesma palavra foi utilizada por Paulo em 1Corintios 1:17, significando que se trata da mesma coisa.

Se compararmos este “VOS ENVIO” DE JOÃO com “O IDE” de Mateus 28:19, Marcos 16:15  e "ser-me-eis testemunhas" de Lucas 24:47,48, veremos que se trata do “comissionamento” e da autoridade e missão de Cristo para os “apóstolos” – os seus “enviados”. E isto se dá pela operação do espírito de Deus, assim como Jesus fez a eles em João 20:21,22. Jesus recebeu autoridade do Pai e agia em nome dessa autoridade, da mesma forma os “apóstolos” receberam autoridade de Jesus e agiam em nome dessa autoridade, isto mostra que ser enviado não é sair de um lugar a outro, mas sim ser comissionado por alguém. Neste sentido é que afirmo que muitos foram enviados, porque obviamente estavam aqui na terra e receberam a comissão de ir e fazer a vontade de Deus, ASSIM COMO O PRÓPRIO CRISTO.

Em relação à frase: “Saí do Pai e vim ao mundo” de João 16:28, considere o seguinte:

Essa passagem refere-se ao paracletos, O espírito de Deus, citado nos capítulos 14 a 16 de João. No versículo 25 de João 16, o próprio Jesus afirma que todas as coisas que Ele estava falando a respeito do Pai eram por PARÁBOLAS.

Ora, se eu interpreto o capítulo 16 simbolicamente, pois foi o próprio Jesus que afirmou que falava por parábolas, por que não deveria interpretar da mesma forma o versículo 28, que faz parte do contexto? Veja:  

Verso 25 - Disse-vos isto por parábolas; chega, porém, a hora em que não vos falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai. Verso 28 - Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai.

Falar figurativamente, ou seja, por símbolos, era uma característica de Jesus. Qual seria o sentido óbvio destas passagens de João? Literal ou simbólico?

Da mesma forma que Jesus foi enviado ao mundo e enviou os seus apóstolos ao mundo, Ele desejava da mesma forma que como Ele  ERA UM COM O PAI, que os apóstolos também fossem UM COM ELE. Como podemos ser UM com Jesus, assim como Ele é UM com O PAI?

O Enviar de Cristo, sua unidade e sua glória (João 17: 18,21,22) é a mesma que Ele propõe aos discípulos. Veja o contexto de João 17.

A NEGAÇÃO DA HUMANIDADE REAL EM TERMOS DE UMA VIDA PRÉ-EXISTENTE

As religiões em geral negam o claro e evidente ensinamento bíblico de que Jesus era e é um HOMEM. Leia 1Timóteo 2:5 (JESUS CRISTO HOMEM). Jesus foi um homem diferente, não foi somente o nascimento do Senhor Jesus que o separa do resto da humanidade. Isso de si próprio já é maravilhoso - que tenha nascido do espírito santo (poder de Deus) que atuou em Maria. O que o separa também foi a sua habilidade de combater o pecado em todas as suas manifestações. Os evangelhos registram a maneira pela qual o Senhor Jesus foi tentado por quarenta dias (Mateus 4:1-11, Marcos 1:12, 13 e Lucas 4:1-13). Dessa maneira dramática, quando ele agüentou uma provação mental e física severa, foi completamente vencedor em resistir à tentação de usar mal os poderes que recebera de Deus, a verdade foi enfatizada que o Senhor Jesus era susceptível a tentações da mesma maneira que nós o somos. Em todos os sentidos era visto como um homem que partilhava das nossas experiências e emoções; nesse sentido ele era “um de nós”, exceto que ele nem uma vez falhou.

Portanto se dizemos que Jesus é Deus por natureza ou anjo por natureza, como se diz nos diversos ensinos que existem por aí, já não podemos afirmar que é “Jesus Cristo homem” e portanto não poderia ser nosso mediador, já que o texto mostra que há UM SÓ MEDIADOR E ESTE É O HOMEM CRISTO JESUS. Como poderia estar agora mediando por nós se fosse um anjo ou Deus mesmo? Se a escritura diz que o único mediador é O homem Jesus?

A palavra "natureza" refere-se àquilo que nós somos natural e fundamentalmente. A Bíblia fala somente de duas naturezas - a de Deus e a do homem. Por natureza Deus não pode morrer, ser tentado, etc.

É evidente que Cristo não tinha a natureza de Deus durante a sua vida. Logo, ele era de natureza totalmente humana. Pela nossa definição de "natureza" deve estar claro que Cristo não poderia ter, simultaneamente, duas naturezas. Era vital que Cristo fosse tentado como nós (Hebreus 4:15), para que através da sua perfeita vitória sobre a tentação, ele pudesse alcançar o perdão para nós. Os desejos errados que são a base das nossas tentações vêm de dentro de nós (Marcos 7:15-23), de dentro da natureza humana (Tiago 1:13-15). Logo, era necessário que Cristo tivesse uma natureza humana tal que ele pudesse experimentar e vencer estas tentações.

Homens reais não vivem no céu antes do nascimento, e este homem, Jesus, também não. O raciocínio não poderia ser mais claro: Jesus é o Filho de Deus em virtude de sua procriação Divina, em um determinado momento. A idéia de oposição, que ele é o Filho de Deus, porque ele é a encarnação do próprio DEUS, a encarnação de uma pessoa eternamente gerada pelo Pai, está totalmente ausente da narrativa do nascimento. Mas o Trinitarianismo coloca a procriação do Filho de Deus em um plano metafísico e atemporal. Ele não conta o nascimento de Jesus como a procriação do Filho de Deus, mas sim a encarnação do Filho de Deus - encarnação não é um termo bíblico. No entanto, o conceito de procriação tem a ver com o nascimento humano, e nós devemos aceitar a declaração contida no Evangelho de Mateus que diz: "o que nela está gerado é do Espírito Santo" (Mateus 1:20). A proposta trinitária de uma procriação eterna eleva o processo natural de procriação humana a um nível eterno atemporal, não condizente com as escrituras no seu todo.

Para as religiões (Os trinitarianos e outros grupos), Jesus nunca foi completamente humano. Sempre procuram mostrar uma natureza dual (dupla). Os trinitários tentam “fundir” as duas naturezas (união hipostática) e alguns grupos atuais separam estas naturezas no tempo -  antes (divino, imortal) e depois homem para sempre, sendo assim, sua humanidade passa a ser apenas um aspecto.

Isto nada mais é que a teoria da trindade sob vários disfarces. Antes era um poderoso Ser celestial (Anjo, arcanjo) ou Deus mesmo, apesar das escrituras em nenhuma parte afirmar que Jesus é outra coisa que não um HOMEM SEM PECADO, GERADO NO VENTRE DE UMA JOVEM MULHER PELO ESPÍRITO SANTO. E ainda que as escrituras em poucas vezes se refira a ele como DEUS, não é por causa de sua natureza nem por nome próprio, senão como título; da mesma forma que Moisés se chama Deus (Êxodo 7:1), os príncipes de Israel (Salmos 82:6) e os anjos, etc.....

DEUS – do grego Theós e do hebraico ELOHIM, CUJA CONOTAÇÃO É COMPLETAMENTE DIFERENTE DA FORMA QUE É ENSINADA NA CRISTANDADE.

SOBRE A IMORTALIDADE

É óbvio e concordo que sendo Deus onipotente, nada O impede de realizar e fazer aquilo que Ele realmente quiser. Mas, discordo quanto ao dizem: (Quanto ao imortal não poder morrer, somente se nele não existir a onipotência), especulação, sem comprovação bíblica. Com certeza Deus não iria contradizer aquilo que Ele determinou que se escrevesse, senão pensaríamos na bíblia como um livro de inúmeras contradições, e isto nós não concordamos.

1)       Não existe na bíblia a idéia de um ser imortal, se tornar mortal;

2)       A própria definição da palavra (IMORTALIDADE) em si mesma encerra esta verdade;

3)       A natureza de Deus é ESSENCIALMENTE IMORTAL, É DIFERENTE DA NATUREZA DO HOMEM, QUE É ESSENCIALMENTE MORTAL.

4)       Era típico no pensamento Judaico que qualquer coisa de suprema importância no propósito de Deus - Moisés, a lei, o arrependimento, o  Reino de Deus, e o Messias - hajam  “existido” com Deus desde a eternidade. Nestes termos João pôde falar da crucifixão como havendo “ocorrido” antes da fundação do mundo (Apocalipse 13:8). Pedro, escrevendo mais tarde no primeiro século, ainda conhece a  “preexistência” de Jesus somente como uma existência no pre-conhecimento de Deus (1 Pedro 1:20).

5)       Sendo Cristo ser humano e mortal, pois há diversos textos que provam que ele morreu de fato e que era ser humano de fato, obviamente podemos concluir pela palavra que Ele é imortal "hoje", por causa da ressurreição que lhe foi efetuada pelo Pai. 

Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele”. (Romanos 6: 9); “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno”. (Apocalipse 1: 18)

Cito esses dois textos pois são diretos no que se refere a questão da imortalidade de Jesus, e se atentarmos para eles, veremos que Paulo fala claramente que ser imortal é somente após a ressurreição, não antes -  (VOU INVERTER O SENTIDO DO VERSÍCULO PARA MOSTRAR):

A MORTE NÃO TEM MAIS DOMÍNIO SOBRE ELE – CRISTO.TENDO SIDO CRISTO RESSUSCITADO DENTRE OS MORTOS, JÁ NÃO MORRE.

Observou que é apenas na condição PÓS-RESSURREIÇÃO que a imortalidade é possível? TENDO SIDO CRISTO RESSUSCITADO DENTRE OS MORTOS, JÁ NÃO MORRE.

Diga-me, por favor, lendo o versículo em questão: SE CRISTO JÁ TINHA SIDO IMORTAL E SE DESFEZ DA IMORTALIDADE, PARA PODER MORRER, ESTE VERSO ESTÁ SOLTO NA LÓGICA, NÃO TEM SENTIDO NENHUM. ESSA CONDIÇÃO COMO DESCRITA POR PAULO, NÃO ADMITE UM SER IMORTAL ANTERIORMENTE, QUE PASSA A SER MORTAL, PARA DEPOIS PASSAR A IMORTALIDADE NOVAMENTE. NÃO É ESSA A CONDIÇÃO PROPOSTA POR PAULO AQUI.

E não são somente esses versículos que apóiam esta idéia, citarei outros para o irmão confirmar:

E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”. (1Coríntios 15: 54)

Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida”. (2Coríntios 5: 4)

Reafirmo que não existe na Bíblia a idéia de SERES IMORTAIS QUE PASSAM A SER MORTAIS - ESTA IDÉIA É PAGÃ. Imortalidade é o oposto à morte - Veja o significado no dicionário VINE:

IMORTALIDADE - (athanasia) - a, privativo; thanatos, morte). Se traduz assim em 1Coríntios 15: 53, 54, do corpo glorificado do crente; Em 1Timóteo 6: 16, da natureza de Deus. No vocabulário de Moulton y Milligan se diz que em tempos antigos este termo tinha ampla conotação de estar livre da morte. Sem dúvida, no NT,  athanasia expressa mais que imortalidade, sugerindo a qualidade da vida desfrutada, como é evidente em 2Coríntios 5: 4; Para o crente o que é mortal há de ser «absorvido pela vida».

Como se pode ver, não há condição de SER DESPIDO (IMORTAL, SE TORNANDO MORTAL), mas o oposto sim (O MORTAL SENDO ABSORVIDO).

MAIS ALGUNS TEXTOS

Ora, ao Rei dos séculos, imortal (afthartos = incorruptível), invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém”. (1Timóteo 1: 17)

Aqui a palavra traduzida por imortal deveria ter sido traduzida por INCORRUPTÍVEL, se bem que entendidas pelo contexto ambas parecem ter o mesmo significado.

E mudaram a glória do Deus incorruptível (afthartos) em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis”. (Romanos 1: 23)

A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção (aftharsia)”. (Romanos  2: 7)

Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis (aftharsia), e nós seremos transformados”. (1Coríntios 15: 52)

INCORRUPÇÃO APÓS A RESSURREIÇÃO, NÃO ANTES.

ESTAR NA FORMA DE DEUS

Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”. (Filipenses 2: 6-8)

esses são versículos comumente utilizados por trinitarianos e até por não trinitarianos, mas crentes na pré-existência, para dar suporte a uma preexistência literal de Jesus. A palavra-chave para se entender esta passagem é MORPHÉ.

Argumenta-se que "SENDO EM FORMA DE DEUS” significa que Cristo tinha a natureza de Deus antes de seu nascimento (natureza inerente), e foi isso que ele sacrificou em vir a Terra para viver como um ser humano. Inclusive seu argumento é que Cristo teve o direito de ser tratado como Deus, direito do qual abriu mão. Para se tornar carne, para vir ao mundo e morrer, para se tornar “escravo”, naturalmente teve que se despojar do seu direito à divindade, aos atributos divinos.

MORPHÉ, no geral traduzido como FORMA no grego koiné refere-se à: ESTADO NA VIDA, POSIÇÃO QUE UM SUSTÉM (representativa), POSIÇÃO DE ALGUÉM.

Como podemos estar seguros que neste texto MORPHÉ significa: Estado, posição representativa?

1)       Eidos, e não morphé é o termo grego que transmite a idéia de "natureza essencial". Como explica Liddell e Scott no seu léxico: Morphé significa, figura, forma, aparência. Opõe-se ao "eidos" que significa "forma verdadeira".

2)       Apelamos para o contexto imediato para ajudar-nos a entender como Paulo usa esta palavra. No verso 7 ele diz que Cristo tomou a FORMA (MORPHÉ) de servo.

MORPHÉ aí não sugere uma espécie de “natureza inerente” que o constituiria num homem obediente até a morte, mas sugere que este homem é em si, um assunto de posição, de estado. A posição de alguém como um servo ou criado é por opção ou por circunstâncias? Podemos ver que o contexto não apóia qualquer outro sentido para MORPHÉ que seja neste caso POSIÇÃO DE ALGUÉM OU ESTADO. A forma, portanto, deve referir-se a aparência ou comportamento de um escravo como a característica distintiva. O estado de Cristo como *Deus é contrastado com seu estado como servo. Traduzir ou entender MORPHÉ como “natureza inerente” neste texto, realmente não se encaixa no contexto.

O que quero dizer é que Cristo como um homem na terra (pois o Messias na opinião judaica seria de fato, homem, não Deus), funcionava no estado ou posição de DEUS, ou seja, POSIÇÃO REPRESENTATIVA. Isto não é difícil entender, pois no passado houve um precedente histórico igual a este.

*Quando Deus chamou Moisés para ser seu agente para trazer o povo de Israel do Egito, lhe disse: “Eis que te tenho posto por Deus sobre Faraó, e Arão teu irmão será o teu profeta”. (Êxodo 7: 1). O texto no hebraico ainda é mais alarmante, porque a palavra “por” não está no texto hebraico original. Melhor dizendo, Deus declara a Moisés: Te tenho posto para SER Deus (ELOHIM) sobre Faraó. Antes em (Êxodo 4: 16), Deus havia dito a Moisés que Moisés seria DEUS para Arão. Isto significa que Moisés agiu como se fosse DEUS na terra. Ele era o líder designado para atuar por Deus e possuindo a autoridade que Deus lhe havia dado, para levar o próprio nome ou título de DEUS (ELOHIM).

3)       "Morphe" ocorre apenas em um outro lugar no NT - Marcos 16:12 (e temos que lembrar que nos manuscritos mais antigos o livro de Marco termina no capítulo 16, versículo 8), e aqui ele claramente não significa "natureza essencial".  Jesus apareceu "em outra forma", mas isso não poderia se referir a uma mudança de sua natureza essencial, pois a razão pela qual parecia ser de outra forma, era porque seus olhos estavam fechados. Lucas 24:16 cf. Vs 31. E no versículo 39 de Lucas 24, Jesus afirma: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos como vedes que eu tenho”.

ESTAR EM FORMA DE DEUS significa "ser", e continuar a ser na forma de Deus , Cristo nunca deixou de estar sob a forma de Deus, uma vez que em aparência e comportamento desde seu nascimento, ele habitualmente exemplificou o caráter do Pai. A palavra utilizada para explicar isto é HUPARCHON. 

 Observe o uso de "huparchon" (SER, É) nas seguintes passagens:

a.      Sendo (huparchon), pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono”. (Atos 2: 30). = Portanto, sendo um profeta não significa ser originalmente antes de nascer um profeta, mas sim ser um profeta, e continua a ser como tal.

b.      O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é (huparchon) a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem”. (1Coríntios 11: 7). = Porquanto ele é a imagem e glória de Deus" não significa "ser inicialmente antes de nascer a imagem e glória de Deus", mas sim ser e continuar a ser a imagem de Deus.

c.       Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo (huparchon) judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”. (Gálatas 2: 14). Assim também em Filipenses 2: 6: “Que, sendo (huparchon) em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus”.

Esta passagem é reconhecida geralmente por ser uma má tradução.  A RSV diz o seguinte: “Ele não contou a igualdade com Deus, como uma coisa que devesse ser aproveitada”. 

O verbo ESVAZIAR ou DESPOJAR é KENOO em grego, do qual alguns trinitarianos têm desenvolvido uma doutrina chamada “A teoria Kenosis”. Segundo esta doutrina O “Cristo preexistente” se despojou da manifestação de alguns de seus atributos da Divindade a fim de fazer-se homem. Sem entrar nos vários aspectos desta teoria, podemos dizer que todos eles usam o termo “kenosis - esvaziamento” para apoiar a idéia da preexistência pessoal de Cristo. A KJV traduz assim: "fez a si mesmo de nenhuma reputação", uma referência óbvia ao período de sua vida humana e ministério. Paulo fala em Filipenses do homem histórico Cristo Jesus, não de uma pessoa que era anterior para depois se fazer Cristo Jesus! É esta pessoa histórica que se ESVAZIOU.

Esta palavra sugere que o Messias pôs de lado qualquer tentação para se exaltar de qualquer forma. Ele não deixou dentro de si mesmo nenhum espaço para o orgulho, a arrogância e nenhum plano feito sem a submissão total à vontade de Deus.(Hebreus 10: 7-10; Salmos 40: 7-9).

QUANDO NASCEU JESUS, NA ETERNIDADE OU NO VENTRE DE MARIA?

Lucas não acreditava em um eterno Filho preexistente. O Filho foi sobrenaturalmente concebido na história quando Maria ficou grávida. Lucas 1:35 nos informa que este ato criativo de Deus trouxe à existência o Filho

de Deus. Não houve, portanto, O Filho de Deus, até o milagre ser realizado por Deus em Maria. O Filho de Deus foi gerado pelo Pai, quando Elizabeth, prima de Maria, estava grávida de seis meses. O Filho não preexistiu como Filho nem como um outro ser. O Filho é a expressão visível pré-ordenada de Deus. Não havia Filho de Deus, até o Messias ser concebido na história.

Outro reconhecimento sincero de que Lucas não pensou em Jesus como alguém preexistindo a seu nascimento vem de um destacado erudito Católico Romano, chamado Raymond Brown. Ele enfatiza o fato de que Mateus e Lucas “não mostraram conhecimento da preexistência”.

Brown ensina que o conceito tradicional da preexistência significa que a concepção de Jesus foi o rompimento de uma existência como Deus e o começo de uma carreira terrestre, como homem porém, não na geração do Filho de Deus.

Com referência a frase “pelo que” em Lucas 1.35, Brown diz que ela “envolve uma certa causalidade”. A Filiação de Jesus provem da milagrosa concepção. Isto, diz ele,  é uma vergonha para muitos teólogos ortodoxos porque na  teologia encarnativa tradicional uma concepção pelo espírito santo não provoca a existência do filho de Deus. Brown logo faz referência a teólogos que “tratam de evadir da conexão causal ‘pelo que...’ em Lucas 1.35 por meio de argumentar que a concepção de um filho não traz à existência ao Filho de Deus”.

Mateus narra o “nascimento” de Jesus. Trinitários incomodados com a palavra original “gênesis” [origem, criação], a trocaram por “gennesis” [geração]. MATEUS 1:18.

Enquanto a maioria dos manuscritos mais antigos está de acordo com a tradução: A ORIGEM [ou o COMEÇO, GENESE] DE JESUS CRISTO, ambas variações [gênesis e gennesis] estão presentes na tradição textual. Isto implica que não foi um simples erro de ortografia ou coincidência da parte dos escribas. Mateus começa seu evangelho detalhando o “livro da genealogia (gênesis) de Jesus Cristo”, o que torna mais provável a continuação descritiva de uma origem (gênesis). Por isto a maioria dos eruditos textuais concorda que “NASCIMENTO” representa uma corrupção textual.

Ao mesmo tempo, algo mais profundo pode estar passando aqui. Ambas as palavras GENESIS E GENNESIS podem significar “nascimento, origem”, sendo apropriada a este contexto. Então, por que os escribas parecem resistir à descrição original de Mateus como “gênesis” de Jesus? A resposta se contesta a si mesma. O texto original claramente nos diz que foi precisamente neste momento que Jesus veio a existir [SE ORIGINOU]. É fato que na narração de Mateus, aqui ou no restante do livro, não há sugestão de que Cristo existia antes de seu nascimento.

Isto coaduna exatamente com a promessa que o Messias seria da “semente” [esperma = descendência = raça] da mulher [Gênesis. 3:15], sendo profeta como Moisés, descendente do Rei David. Deus, em um preciso momento na história humana, COMEÇOU a história de seu único Filho.

Através das promessas, das profecias e dos tipos na lei de Moisés, o Velho Testamento revela constantemente o propósito de Deus em Cristo. A criação veio a existir por causa do conhecimento de Deus de que Ele teria um Filho. (Hebreus 1: 1, 2, texto grego; na versão inglesa Authorized Version a palavra "por" é mais bem traduzida como "por esta razão"). Por causa de Cristo as eras da história humana foram permitidas por Deus (Hebreus 1: 2). Segue-se que a revelação de Deus ao homem, ao longo dos anos, como registrada no Velho Testamento, está repleta de referências a Cristo.

Por isto é verdadeiro dizer que Cristo existia na mente de Deus e no seu propósito desde o princípio, embora ele somente viesse a existir fisicamente através do nascimento, por meio de Maria. Os versos de Hebreus 1: 4-7, 13, 14 enfatizam que Cristo não era um anjo; embora ele fosse menor que os anjos (Hebreus 2:7), ele foi exaltado a uma honra muito maior do que a deles, visto que ele era "o filho unigênito" de Deus (João 3:16).

O relato da concepção e nascimento de Cristo não permite a idéia de que ele existisse fisicamente antes disto. Por isso somos levados à conclusão de que na crença da "pré-existência", Cristo, de alguma forma, desceu fisicamente do céu e entrou no útero de Maria. Toda esta complexa teologia está bastante fora do ensino da Escritura. O relato do princípio da vida de Cristo não dá qualquer motivo para se pensar que ele deixou fisicamente o céu e entrou no útero de Maria. A falta de evidência disto é um grande "elo perdido" no ensino trinitariano e do daqueles que apregoam a preexistência.

Em 1 Pedro 1:20, diz o seguinte: Cristo "O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós".

É mais significativo que Paulo também diz que o Filho de Deus "veio à existência" de uma mulher e da semente de Davi (Romanos 1: 4; Gálatas 4: 4). É inimaginável que Paulo poderia ter acreditado na preexistência do Filho. Seria falso dizer que o Filho veio à existência no seu nascimento, se de fato ele sempre tivesse existido. É muito mais razoável supor que Paulo concordava com Pedro, que o Messias estava escondido no divino conselho e, em seguida, revelado na plenitude dos tempos. Paulo acreditava que "todas as coisas foram criadas em Jesus" (Colossenses 1: 15, 16). Ele não disse que elas tinham sido criadas "por ele."

Finalmente, é mais razoável a alegação de que a "Sabedoria" em Provérbios (isto é, "senhora sabedoria"), não foi de fato de Jesus, o Filho preexistente. Não deve ser difícil perceber que a "sabedoria" aqui é uma personificação de uma qualidade divina, não uma pessoa. A prova disto é encontrada não só em todos os grandes comentários, mas de forma muito clara no próprio texto. "Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos". (Provérbios 8: 12). Se a sabedoria é realmente O  Filho de Deus, então quem é a Prudência?

Fins pré-existentes e personificações são todos parte da literatura do judaísmo. Um Messias que não é um ser humano se aproxima muito mais de perto com a idéia pagã de almas preexistentes e gnósticas "aions".  Foi advertido por Paulo e Pedro que a invasão do paganismo, infelizmente corromperia a fé. (2 Pedro 2; Atos 20: 29-31).

O QUE JESUS CRIOU?

O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele”. (Colossenses 1: 15, 16)

Essa passagem é entendida pelos TJ para ensinar que "Jeová" criou o seu Filho como seu primeiro ato criativo, e posteriormente realizou todos os atos criativos por meio de Seu Filho. Outros grupos religiosos limitam-se a afirmar que esta passagem prova que Cristo existiu antes de seu nascimento na Terra, já que todos os atos criativos são atribuídos a ele.

A profecia messiânica no Salmo. 89: 27, mostra que a afirmação dos TJ, de que "Jeová" criou o seu Filho como seu primeiro ato criativo, não é bíblica. “Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra”.

E prova que Cristo não era o primeiro-nascido, antes da narrativa da criação em Gênesis 1 e 2. O personagem messiânico do Salmo é indicado por comparar o seguinte: v. 26 cf. 2Samuel 7: 14; Hebreus 1: 5 e Salmos 89: 35-37 cf. Salmos 72: 1-8.

O “primogênito de toda a criação” está qualificado no verso 18 como “o primogênito dentre os mortos”. Freqüentemente uma declaração aparentemente absoluta é limitada na sua aplicação. Considere os seguintes exemplos em que “todos” é, claramente, entendido em sentido restrito:

E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse”. (Lucas 2: 1). O “todo” aí se refere ao mundo romano, e não as demais regiões do mundo.

Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram”. (João 10: 8). O “todos” aí não se refere a João Batista e os outros profetas.

Ver também Gênesis 3: 20 ( "todos os seres vivos" não incluem os animais); Gênesis 6: 13 ( "toda a carne" não incluem Noé e as criaturas tomadas dentro da arca).

A criação da qual Cristo é o primogênito é a "criação" de novos homens e mulheres, e não a criação da terra, da luz  e da terra seca, ou seja, da criação de Gênesis. "Criar" e "criação" são usados em relação à obra de Cristo no sentido regenerativo. Considere o seguinte:

Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Efésios 2: 10)

E vos renoveis no espírito da vossa mente; E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”. (Efésios 4: 23, 24)

“... para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz”. (Efésios 2: 5)

Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”. (Colossenses 3: 9, 10)

Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura”. (Gálatas 6: 15)

Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas”. (Tiago 1: 18)

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. (2Coríntios 5: 17)

Podemos concluir que “O Cristo primogênito” não significa necessariamente que Ele foi o primeiro Filho de Deus, senão aquele que tem todos os privilégios de um filho maior. Assim, ao ler Colossenses 1:18, Paulo tem razão ao dizer: “para que em tudo tenha a preeminência”.

A forma grega de Colossenses 1:15 – PROTOTOKOS PÁSES KTISEOS – pode significar “O Senhor de toda a criação espiritual (a igreja, o reino vindouro, novos céus e nova terra, etc.)”. Efésios 2:10.

Quando afirmo que todas as coisas foram criadas por Ele, obviamente, estou limitando esta criação pelo fato de que em Cristo (ou seja, por meio dele) todas as coisas elencadas por Paulo mais a frente, no mesmo versículo, foram criadas. Veja o que o próprio Paulo fala: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”. (Colossenses 1: 16, 17)

Paulo diz que quando Cristo foi ressuscitado dentre os mortos e foi posto à mão direita de Deus nos lugares celestiais, sua nova posição o levou a um estado muito acima de todo principado e autoridade, poder e domínio, e todos os títulos que podem ser dados, não apenas na era atual, mas também na era vindoura (Efésios 1:21).  Não só isso, mas Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés (v. 22). É por isso que Ele é o “agente” desta criação, pois foi por meio dele que todas as coisas poderiam ser restauradas.

A dúvida que persiste em muitos em relação a Jesus, é que para eles, Jesus tem que ter existido no céu com Deus, porque pensam que para ser FILHO DE DEUS, isso só seja possível se Ele tiver sido gerado por Deus em um tempo distante na eternidade. Responda-me então biblicamente:

Como pode um Ser Eterno, Imortal e Invisível, gerar um Filho com sua própria substância, natureza e essência, NA ETERNIDADE, DE SI MESMO, PORÉM SUJEITO À MORTE?

É estranho à bíblia este conceito de um SER como Deus, que é indivisível, imortal, "gerar" de si mesmo, um outro SER, ainda que filho, mas este outro SER, supostamente IMORTAL, SUJEITO A MORTE?!!!

Eu não nego que Ele não seja Filho de Deus. Não seria bem mais fácil estar atento ao que a Bíblia afirma, sem criar teorias em torno desta questão? Veja o que defendo:

Ora, o nascimento (grego: gênesis - origem) de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo”. (Mateus 1: 18)

Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco”. (Mateus 1: 22, 23). Leia Mateus 2: 1-6.

Obs.: Mateus cita a profecia para confirmar que o nascimento de Jesus estava profetizado antes, não teria sentido esta profecia se Jesus já existisse.

E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai”. (Lucas 1: 31, 32)

E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”. (Lucas 1: 35)

Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. (Lucas 2: 11)

O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras, Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne”. (Romanos 1: 2, 3)

Veja amado, que para Mateus, Lucas e Paulo, Jesus é o Filho de Deus que "nasceria", descendente de Davi, apenas quando chegasse o tempo profetizado para que isso ocorresse e não como se especula por aí, uma suposta geração na eternidade.

Outros versos que falam sobre Cristo como plano de Deus no começo:

E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”. (Apocalipse 13: 8)

E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”. (Colossenses 1: 17)

OBS.: Ele É ANTES, não diz ELE FOI ANTES DE TODAS AS COISAS, o que seria a prova da pré-existência. É antes vem do grego PRO-PANTON, que dá idéia de superioridade em posição, não de tempo. Este mesmo termo é visto em 1 Pedro 4: 8 e Tiago 5: 12. Cristo, abaixo de Deus é o preeminente, o mais importante.

O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós”. (1Pedro 1: 20)

(O texto grego diz "previsto" "pré-conhecido" por que as traduções brasileiras traduziram como "conhecido"?).

PRIMOGÊNITO ENTRE MUITOS IRMÃOS

Em Romanos 8: 29 lemos o seguinte: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.

Aqui sem dúvida, se está referindo a Jesus como aquele que tem a primazia ou o Senhorio entre muitos irmãos. Não se faz referência ao fator tempo senão ao fator posição ou autoridade.

A CONGREGAÇÃO DOS PRIMOGÊNITOS

Em Hebreus 12:23 lemos: “À universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados”.

Vemos que há uma “congregação (igreja) de primogênitos” seguramente fazendo referência à mesma igreja que Cristo salvou e que os fez aceitos e preferidos para Deus, O Pai. Sim, cada crente se constitui num primogênito e em conseqüência é merecedor dos privilégios de um filho adotivo de Deus.

TODA A CRIATURA SE PROSTRA DIANTE DE DEUS E DE JESUS CRISTO

Em Apocalipse 5:13 diz assim: “E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre”.

Nesta passagem encontramos algo muito sugestivo: Diz-se que TODA A CRIATURA (CRIAÇÃO) que há no céu, terra, mar e debaixo da terra, dá louvor (ações de graças), glória e honra a Deus e ao Cordeiro Jesus Cristo.

Ora, se Cristo é uma criatura (criação), então realmente nem toda a criatura está louvando a Deus, todos menos Cristo, pois Ele (Cristo) não está louvando, mas recebendo o louvor junto com o Pai.

Se isto está correto, então Apocalipse 3:14 - O princípio da criação de Deus (ho arché tes ktiseos tou theou), que alude a Cristo, não deve ser tomado tão literalmente. Em que sentido então, Cristo é o princípio da criação de Deus?

Alguns sugerem que Cristo é o primeiro ser criado por Deus. As testemunhas de Jeová dizem que o texto deve verter-se como – O PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO “POR” DEUS (e não “DE” Deus). Esta variante faria de Cristo uma criatura de Deus. Porém isto é impossível, pois o artigo TOU, que na forma genitiva como está, equivale a DE. Se fosse (criação POR Deus), deveria aparecer necessariamente a preposição YPO, o que de fato não aparece no texto grego.

ARCHE pode ser corretamente vertido por ORIGEM, PRINCÍPIO. Então teríamos o texto assim: A ORIGEM DA CRIAÇÃO DE DEUS.

Pergunto, porém, a que criação se refere João? Ao nosso planeta terra, ao cosmos e a toda forma de vida?

A bíblia nos informa que SÓ YAHVEH CRIOU O COSMOS e deu origem à vida em todas as suas formas. Isto está claramente revelado em Isaías 44:24, que diz: “Assim diz o SENHOR, teu redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o SENHOR que faço tudo, que sozinho estendo os céus, e espraio a terra por mim mesmo”.

Aqui há um personagem que “SOZINHO e sem a ajuda de ninguém criou tudo. Seu nome é YAHVEH, O Redentor. Porém O Yahveh do Antigo Testamento é o Jesus Cristo do Novo Testamento? Os Salmo 110:1 negam veementemente esta possibilidade.Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés”.

Então permanece a interrogação: Como Jesus pode ser O PRINCÍPIO E O ORIGINADOR DA CRIAÇÃO DE DEUS? A resposta é que há duas criações: A PRIMEIRA É A MATERIAL; A SEGUNDA É A ESPIRITUAL.

Jesus é o originador da criação espiritual de Deus. Ele fará “novas criaturas”, “novos céus e nova terra onde morará a justiça”. (2Pedro 3: 13,14).

Apocalipse 3:14 refere-se a esta nova criação e não à criação de Gênesis Isto é indicado pelo contexto também: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono”. (Apocalipse 3: 11, 12)

O “fazer”, “escrever” e “conceder” se referem à “nova” Jerusalém e ao “novo” nome - a regeneração final dos crentes, e não aos atos criativos na terra de Gênesis 1.

Jesus é o “início” desta nova criação - o primeiro a viver, morrer e receber a vida para sempre. (Apocalipse 1:18).

Como Paulo diz: "E ele é a cabeça do corpo, da igreja, é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”. (Colossenses. 1: 18). Cristo é o "primeiro e o último ", o “Alfa e o Omega” (Apocalipse 1: 11) desta nova criação.

ANTES DE TUDO

O versículo 17 de Colossenses 1, declara que Cristo É “antes de todas as coisas” – (Grego Pro Panton).

Esta frase tem sido utilizada como prova de sua preexistência pessoal. Mas é preciso ter cuidado para perceber que aqui o verbo está no presente do indicativo – “É” – e não “FOI”! Paulo não nos diz que Cristo “FOI” antes de tudo, seria a prova de preexistência.

Mas o que quer dizer “antes”? A palavra grega usada aqui - PRO - tem três usos comuns:

1)       ANTES, no sentido de colocar = “na frente”;

2)       ANTES, no sentido de tempo = “antes”;

3)       antes, no sentido de superioridade, posto , vantagem. 

O último uso é visto em 1Pedro 4: 8 - Pro Panton, “antes de todas as coisas” ou “acima de tudo” “sobretudo” = “mais importante de todos”. Aqui, PRO não tem nada a ver com o tempo ou lugar, mas sublinha O amor cristão que é proeminente acima de todas as outras virtudes.

Tiago 5:12 é um outro exemplo do uso do mesmo e da frase pro Panton.

Dizer, portanto, que Cristo é pró panton, é dizer que ele é, abaixo de Deus, o preeminente. Um deles, o mais importante!

Isto é sublinhado pela última declaração do verso seguinte, descrevendo-o como tendo, em tudo a preeminência, “a supremacia”,  “o primeiro lugar”. Para enfatizar ainda mais esta preeminência, Paulo acrescenta o pronome pessoal “autos” à  “proteuo” -  verbo, o que significa que Ele, o próprio Cristo, está sendo colocado no primeiro lugar do universo todo de Deus! 

SOBRE A LINGUAGEM DE JOÃO

Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. (João 6: 38)

Antes de continuar gostaria de colocar aqui, para reflexão, pequenos comentários sobre a linguagem utilizada por João, que frequentemente os comentaristas usam para "provar" uma "preexistência" de Jesus.

Uma dificuldade que existe é que há dois tipos de linguagem: literal e figurada. Jesus utiliza ambos os tipos de linguagem no capítulo que estamos a considerar.

No versículo 64 Jesus diz: “Mas há alguns de vós que não crêem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar”.

Isto é linguagem literal. Significa exatamente o que diz. Nem sequer uma criança poderia deixar de entender o seu significado. Mas muitas outras passagens não são assim. Por exemplo, nos versículos 53 e 54 do mesmo capítulo, Jesus diz: “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”.

Isto é linguagem figurada. Não significa o que parece estar dizendo; em vez disso, as suas palavras têm um significado muito mais profundo. Há que considerar as palavras cuidadosamente para descobrir o seu verdadeiro significado. Em consequência, se não formos cuidadosos podemos facilmente interpretar mal as palavras.

Os judeus incrédulos interpretaram mal este e muitos outros ditos similares de Jesus. Eles disseram "Como pode este dar-nos a comer a sua própria carne?" Talvez pensaram que ele estava a pregar o canibalismo! Fosse o que fosse o que pensavam, a verdade é que estavam muito enganados.

E sobre : DESCI DO CÉU? É literal ou figurada?

Existe uma boa razão para considerar que é figurada. No versículo 31 do mesmo capítulo existe uma menção ao que o Antigo Testamento chama de "maná". Isto era uma espécie de pão produzido por Deus para que o seu povo se alimentasse durante a viagem pelo deserto. O versículo 31 diz: “Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu”.

Isto é obviamente linguagem figurada. O pão milagroso não era cozinhado no céu e distribuído na terra. A declaração de que o pão veio do céu diz-nos que o Deus do céu criou-o na terra. Jesus lhes respondeu: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?”. (João 2: 19-20)

Afirmou-lhe Jesus: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: SENHOR, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la”. (João 4: 13-15)

Dizia a todos: “...Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”. (Lucas 9: 23)

“... Já estou crucificado com Cristo ...”. (Gálatas 2: 19)

Mais linguagem figurada

A Bíblia usa linguagem figurada não só acerca de coisas mas também de pessoas. A Bíblia diz que: "Houve um homem enviado por ["de", na fiel] Deus cujo nome era João." (João 1:6). No entanto, João nunca esteve no céu. "Enviado por/de Deus" significa simplesmente que Deus escolheu-o para uma tarefa especial.

Existem outras passagens que aparentemente sugerem de uma ou de outra forma que Jesus em certa altura viveu no céu. Esta é mais uma de tais passagens: “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”. (João 17: 5)

Vejamos o seguinte, Deus disse em Isaías 42.8 que “a minha glória, pois, a outrem não darei”, e Jesus reivindica glória, além de declarar que já existia e que esta existência se dava junto ao Pai (confira João 1.1). Isso implica em:

a)      Jesus é Deus, pois possui a mesma glória que o Pai;

b)      Implica novamente na exposição da Trindade;

c)       Demonstra um atributo divino na pessoa de Jesus: a eternidade.

Portanto, ao contrário do que os críticos têm defendido, Jesus afirmou de maneira clara que é Deus. Isso demonstra que os críticos carecem de boa interpretação das claras e objetivas declarações de Jesus. Ele não é um mero líder revolucionário ou um simples fundador de uma nova religião. Ele é Deus e afirmou isso. Ele é “o caminho, a verdade e a vida”. (João 14.6).

COMENTÁRIO: Como devemos considerar versículos como este? São literais ou figurados? Vivia Jesus realmente com Deus antes que o mundo fosse criado? Ou têm estas palavras um significado mais profundo?

Existem muitas passagens que mostram o fato de que certas pessoas mesmo quando nem ainda haviam nascido, Deus já as conhecia, veja:

1)       Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Então disse eu: Ah, Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino”. (Jeremias 1: 4, 5). Portanto, Deus conheceu Jeremias antes que o homem nascesse. Obviamente, esta linguagem é figurada. Não significa que na realidade existia antes do seu nascimento. Significa que Deus, vivendo fora do tempo, pode ver o futuro e ver Jeremias antes que nascesse. Por outras palavras, antes de que Jeremias nascesse ele já existia na mente de Deus.

2)       Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”. (Efésios 1: 4, 5). Não só Jeremias; Deus também conhecia os membros da sua igreja antes que nascessem. Isto, também, é linguagem figurada, baseado no conhecimento de Deus do futuro. Na segunda frase desta passagem Paulo mostra claramente o que queria dizer em linguagem literal: "segundo o beneplácito de sua vontade".

3)       “O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós”. (1Pedro 1: 20). É interessante que a palavra "conhecido" nesta passagem no original grego significa "conhecido com antecipação". Desta palavra chegou-nos ao português: prognóstico.

Jeremias, a igreja primitiva e o Senhor Jesus. Todos estavam já na mente de Deus, desde o início do tempo. Portanto não é de surpreender que Jesus dissesse a seu Pai celestial: "E, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo". (João 17: 5)

O SIGNIFICADO DE “PALAVRA”

PALAVRA (Grego logos) – (1) A expressão do pensamento; não o mero nome de um objeto: (a) encarnando uma concepção ou idéia (por exemplo, em Lucas 7: 7; 1Coríntios 14: 9, 19); (b) Um dito ou afirmação. (c) Discurso, prática, dito de instrução. (DICIONÁRIO EXPOSITIVO DE VINE).

PALAVRA (Grego Logos) - Do ato de falar. Palavra proferida a viva voz que expressa uma concepção ou idéia. O que alguém disse. Discurso, doutrina, ensino. (LÉXICO GREGO DE STRONG).

PALAVRA (Hebreu Davar) - Ocorre cerca de 1455 vezes. Em contextos jurídicos, significa disputa (Êxodo 18:16, 19; 24:14), acusação, sentença, a alegação, transferência e disposição... [caso contrário o pedido], decreto, a conversa, o relatório, o texto de uma carta, letra de uma canção, promessa, anais de eventos, mandamento, plano (Gênesis 41:37; 2Samuel 17:14, 2Cronicas 10:4; Ester 2:2; Salmo 64:5, 6; Isaías 8:10), a língua ... Daniel 9:25: decreto de um rei; [também:] coisa, assunto ou evento.

OBS.: PESSOA LITERAL NÃO É ENCONTRADA EM NENHUMA DAS DEFINIÇÕES ACIMA PARA LOGOS

Um estudo sério da Bíblia exige que nós devemos entender o que PALAVRA significa no contexto do pensamento de João. Os comentadores têm reconhecido por muito tempo que João é completamente judaico em sua abordagem à teologia. Ele está mergulhado na Bíblia judaica.

A “Palavra” apareceu cerca de 1.450 vezes (mais o verbo "falar" cerca de 1.140 vezes) no hebraico bíblico conhecido tão bem por João e Jesus.

O significado padrão de "palavra" é discurso, promessa, comando. Nunca significou um ser pessoal - nunca “o Filho de Deus”. Nunca significou um porta-voz. Pelo contrário, a palavra significava o índice geral da mente - uma expressão, uma palavra. Existe uma vasta gama de significados para a “palavra” de acordo com uma fonte padrão. “Pessoa”, no entanto, não está entre esses significados.

É um fato pouco conhecido que as traduções inglesas de João 1:2 antes da Versão do Rei Tiago, descreveram a “palavra” como “ela” e não como “ele”. Sem dúvida, UM PONTO importante é que antes de João 1:14 não há necessidade de pensar na “palavra” como um segundo ser pessoal com O Pai.

A conclusão que parece surgir da análise de João 1:1-4 é que somente no verso 14 [a palavra se fez carne], que podemos começar a falar de um LOGOS PESSOAL. O texto usa muito bem uma linguagem “impessoal” – [se fez carne].

Antes do versículo 14 estamos no mesmo âmbito como falaram os pré-cristãos sobre a sabedoria e o logos, estamos tratando com PERSONIFICAÇÕES em lugar de pessoas, AÇÕES PERSONIFICADAS DE DEUS em lugar de um Ser Divino individual como tal. O ponto está obscurecido pelo fato de que temos que traduzir LOGOS como ELE através do texto. Porém se traduzirmos LOGOS como “MANIFESTAÇÃO OU EXPRESSÃO DE DEUS” se fará mais evidente que o texto não necessariamente tem a intenção de que se pense no LOGOS dos versos 1 a 13 como um ser divino pessoal. Em outras palavras, o significado revolucionário do versículo 14 marca muito bem não só a transição no pensamento do texto da preexistência à encarnação, senão também a transição da personificação impessoal à pessoa real.

A ambigüidade no grego (dia autou), “por ela” ou “por ele” de João 1:3 permite uma palavra “impessoal” antes de Jesus nascer. A impessoalidade da palavra está sugerida pelo próprio comentário sobre João 1:1 em 1 João 1:2. A “vida eterna” impessoal que estava com O Pai (pros ton theon), isto é, a promessa da vida eterna que seria provida por Cristo.

Pedro parece fazer eco da mesma idéia quando descreve Jesus como o Cordeiro de Deus que foi “predestinado antes da fundação do mundo, porém manifestado nestes últimos dias” (1Pedro 1: 20). Uns versículos antes, ele usa o mesmo conceito de predestinação ao falar do plano de Deus para chamar os cristãos à salvação (1Pedro 1:2). A aplicação deste conceito a Jesus no verso 20 indica uma “preexistência ideal” nos eternos conselhos de Deus e não uma existência real em outra dimensão antes de seu nascimento como ser humano.

Um paralelo interessante ocorre no livro do Apocalipse, onde todas as coisas “são e foram criadas” (Apocalipse 4:11). Esta frase sugere que todas as coisas que são, existiram primeiro na vontade eterna de Deus e por essa vontade vieram à sua real existência no seu devido tempo.

O PECADO CAPITAL DA LETRA MAIÚSCULA - TRADUÇÕES TENDENCIOSAS

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. João 1:1.

Todas as coisas foram feitas por ela [a palavra], não “por Ele”. Assim as versões em Inglês e português não teriam pressa para concluir, como faz a King James Version de 1611 (influenciada pela versão católica romana Reims, 1582 ) e seus seguidores, que a palavra era uma pessoa, o Filho, antes do nascimento de Jesus. 

Se todas as coisas foram feitas por meio da “palavra”, com um “it” na versão em inglês, um significado bem diferente emerge. A palavra “não seria uma segunda pessoa existente ao lado de Deus, o Pai da eternidade”. O resultado é este: um dos principais alicerces dos sistemas tradicionais sobre os membros da Divindade seria removido.

Há mais a ser dito sobre essa frase inocente: No princípio era o Verbo. Não há qualquer justificação no original grego para a colocação de uma letra "V" (maiúscula) em “Verbo” e, portanto, convidando os leitores a pensar que se trata de uma pessoa. Isso é uma interpretação imposta sobre o texto, acrescentada ao que João escreveu. Mas foi isso que ele pretendia? A questão é: O que João e seus leitores entendem por “palavra” do grego “Logos”?

Obviamente há ecos de Gênesis 1:1 e versículos seguintes aqui: “No princípio, Deus criou os céus e a terra... e Deus disse: [usando a sua palavra ou verbo]”, “Haja luz”.

Deus disse: significa que Deus pronunciou a Sua palavra, o meio de Sua atividade criadora, Sua dicção poderosa. O Salmo 33:6 fornece um comentário sobre o Gênesis: “Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca”. E assim, em João 1:1 Deus manifestou sua intenção, a sua palavra, sua auto-expressão, revelando a criação.

João gosta da palavra “É”. Mas não é sempre um “É” de identidade estrita. Jesus “É” a ressurreição (“Eu sou a ressurreição”). Deus “É” espírito.  Deus “É” amor e luz (cp. “Toda a carne é erva”). Na verdade, Deus não é literalmente a luz e o amor, e Jesus não é, literalmente, a ressurreição.  “O Verbo era Deus” significa que a palavra foi totalmente expressiva da mente de Deus.  Uma pessoa “É” sua mente, metaforicamente falando.  Jesus é o único que pode trazer a nossa ressurreição.

SOBRE 1Coríntios 10: 9

E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes”.

Em primeiro lugar, sabemos que nunca devemos tentar interpretar um versículo bíblico, sem passá-lo pelo contexto. Para mim, contexto pode ser antes e depois do versículo em questão, como também pode estar relacionado a outro livro além do que se está estudando.

Outro detalhe é que os subtítulos colocados na bíblia, não são inspirados. Foram os tradutores que “convencionaram” colocar ali por questões pessoais ou até religiosas, quem sabe. O subtítulo induz a pessoa a pensar que de fato os israelitas tentaram a Cristo, pois para os trinitarianos Cristo sempre existiu e existem pessoas que pensam que Ele foi aquele Anjo do SENHOR que estava com os israelitas no deserto.

Se o irmão observar, verá que nas passagens que retratam este Anjo do SENHOR, a letra A (de anjo) é sempre colocada em maiúscula, porque o tradutor quer enfatizar que este ser é Jesus. Assim também se dá com a palavra Verbo em João 1:1. (Dizer que Jesus foi o Anjo do SENHOR é contradizer o 1º e o 2º capítulos de Hebreus.)

Veja três exemplos em que ocorrem estas traduções tendenciosas (em algumas versões da bíblia, como na ARC 1995, Reina Valera 1960 e Almeida RC 1969):

Êxodo 3:2 - E apareceu-lhe o Anjo do SENHOR em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.

Juizes 6:11 - Então, o Anjo do SENHOR veio e assentou-se debaixo do carvalho que {está} em Ofra, que {pertencia} a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para {o} salvar dos midianitas.

João 1:1 - No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Veja que é bem sutil a forma de indução, mas produz efeitos negativos gigantescos na compreensão da palavra de Deus.

Voltando ao tema em questão, o correto é entender o contexto que se inicia no 1º versículo de 1 Coríntios 10 até o v. 11, veja: Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar, e todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, e todos comeram de um mesmo manjar espiritual, e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou da maior {parte} deles, pelo que foram prostrados no deserto. E essas {coisas} foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as {coisas} más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber e levantou-se para folgar. E não nos prostituamos, como alguns deles fizeram e caíram num dia vinte e três mil. E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram e pereceram pelas serpentes. E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor. Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem {já} são chegados os fins dos séculos”.

COMENTÁRIO: Esta passagem de Paulo remete ao povo de Israel quando estava no deserto e quando vamos ao Antigo Testamento confirmamos cada episódio descrito aqui:

1 – Em Êxodo 13:21 e 14:22 confirma que Eles passaram pela nuvem e pelo mar.

2 – O manjar espiritual que eles comeram foi o maná que Deus mandou para saciar a fome deles.
Cf Êxodo 16:15 e Salmos 78:13-29.

3 – A bebida espiritual foi as abundantes águas que Deus fez sair das rochas para saciar a sede deles. Cf Salmos 78:15-20 e Números 20:7-13.

Agora atente para o que Paulo diz no versículo 6 – ESSAS COISAS FORAM-NOS FEITAS EM “FIGURAS”, PARA QUE NÃO COBICEMOS AS COISAS MÁS COMO ELES COBIÇARAM (V.6).

E TAMBÉM PARA NÃO NOS FAZERMOS IDÓLATRAS (V.7), NEM NOS PROSTITUIRMOS (V.8), E NEM TENTARMOS A CRISTO COMO ELES TAMBÉM TENTARAM (V.9), E NÃO MURMURAR COMO ELES (V.10).

A questão é que estes fatos ocorridos com Israel, “fatos reais”, são para nós HOJE, figuras, símbolos que nos mostram que não devemos agir como Eles agiram, para não perdermos a entrada no Reino de Deus.

O verso 11 arremata a questão e esclarece mais ainda:

Ora, tudo isso lhes sobreveio como “figuras, e estão escritas para aviso nosso”, para quem {já} são chegados os fins dos séculos”.  (O AVISO É PARA NÓS, NÃO FAZERMOS IGUAIS A ELES).

Paulo mostra que existe um propósito de nos ensinar que devemos confiar na palavra poderosa de Deus para nosso sustento, e que se nós não confiarmos plenamente em Deus, no fim, teremos o mesmo trágico destino. Veja o que diz Deuteronômio 8:3, 15 e 16.

E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas que de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem. Que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de secura, em que não {havia} água; e tirou água para ti da rocha do {ou da pederneira} seixal; Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, e para, no teu fim, te fazer bem.

Outro detalhe importante é que no v.9 Paulo fala para “nós não tentarmos a Cristo”, não Eles, porque quando vamos a Números 21, no episodio das serpentes, vemos que o povo  murmurou foi contra Deus e Moisés (fato real) e por causa desta reclamação insensata, Deus mandou entre Eles as serpentes ardentes que os morderam (Números 21:6).

Mas por que Deus mandou fazer uma serpente de bronze para salvar os israelitas, sendo que ele mesmo proibira a idolatria?

1 – Porque Deus não queria que eles adorassem a serpente de bronze, chamada NEUSTÃ em 2Reis 18:4, mas apenas que Eles “olhassem” para Ela, para viverem.

2 – Este paralelo foi mostrado pelo Senhor Jesus em João 3:14. Do mesmo modo que os israelitas “olhavam” para a serpente e “viviam”, nós olhamos para Jesus e poderemos ter vida eterna (veja Hebreus 12:2)” Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”.

Embora pareça estranho, mesmo ofensivo comparar Cristo a uma serpente em uma haste, no entanto, isto é parte do sacrifício que Cristo fez, levantando a fraqueza da natureza humana que Jesus tinha herdado, de Maria, sua mãe e de seu antepassado Adão e condenando na cruz, o pecado na carne.

Romanos. 8: 3 – “Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne”.

Não podemos pegar apenas um versículo e pensar que ele nos dá a idéia de Cristo ter pré-existido, ignorando textos claros, como os de Mateus 1 e Lucas 1 e outros, que mostram que a “origem” de Jesus se deu quando Ele nasceu de Maria pelo poder do espírito de Deus. Estas genealogias provam a linhagem a que Jesus pertencia e a quem Deus tinha feito as promessas no passado, (Abraão e David), portanto seria incorreto da parte de Deus, prometer a essas pessoas, alguém que já existisse.

É preciso compreender que todo o Antigo Testamento aponta para frente, como também as profecias sobre Cristo. Que a Lei de Moisés apontava para Cristo, e os profetas profetizaram sobre Ele, deveria ser prova suficiente de que Jesus não existiu fisicamente antes do seu nascimento. Não é de admirar que o Novo Testamento nos lembra que a lei e os profetas do Antigo Testamento são a base da nossa compreensão sobre Cristo (Atos 26:22, 28:23, Romanos. 1:2,3; 16:25 , 26). 

O próprio Jesus advertiu que, se não compreendermos corretamente “Moisés e os profetas”, não podemos entendê-lo (Lucas 16:31, João 5:46,47).  

DEUS E FILHO DE DEUS SÃO NOMES OU TÍTULOS ?

Jesus só recebe o título - "Deus" - no Novo Testamento em apenas 4 versículos e são versículos cujas traduções são questionáveis, são eles : João 1:1 / Hebreus 1:8 / Romanos 9:5 / Tito 2:13.

Entenda-se tradução questionável como algo que admite uma outra possibilidade de tradução, porque existe uma grande quantidade de manuscritos antigos e suas variantes textuais, nas quais alguns copistas do passado introduziram no texto aquilo que lhes era favorável a suas crenças. Além do mais, há muitos outros textos no Novo Testamento que afirmam com clareza que Deus é um só e Ele é o Pai, sem a possibilidade de dúvidas.

Não estou levando em conta João 20:28 / 1 Tim. 3:16 e 1 João 5:7-8 (no caso das traduções).

Em João 20:28 é claramente perceptível a exclamação de Tomé diante do aparecimento do Cristo ressuscitado (E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!). Observe que se trata de uma reação de espanto por parte de Tomé, pois no v. 25 Ele fala que se não visse os cravos e não pusesse o dedo ali, de maneira nenhuma creria. E também pelo simples fato de que no mesmo capítulo, quando Jesus diz a Maria para ir a seus irmãos, Ele diz: ...vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, MEU DEUS E VOSSO DEUS. (v. 17). Ora, depois de ressuscitado segundo os trinitarianos, Jesus voltou a sua condição de “DEUS” no céu, então se Jesus assim o fosse, por que dizer aos discípulos – MEU DEUS E VOSSO DEUS? (JESUS TEM UM DEUS ACIMA DELE?)

Sobre 1 Tim. 3:16, algumas traduções transcrevem assim: “Deus” se manifestou em carne. (ACF). A maioria dos manuscritos antigos abreviava os nomes sagrados (“os chamados NOMINA SACRA”) e foi esse o caso aqui, onde o termo para “DEUS” – do grego THEOE foi “abreviado como - Θ∑ - , com uma linha traçada no topo das duas para indicar que se tratava de uma abreviatura”. Foi percebido pelo pesquisador bíblico do século 18, J. J. Wettstein, que a linha sobre as duas letras fora feita com uma tinta diferente da que fora usada para as palavras circundantes, de onde se depreendeu que na verdade fora feita mais tarde, por um copista posterior. Além disso, o traço horizontal da primeira letra não fazia realmente parte da letra, mas era uma linha que vazara desde o outro lado do velho velino. Em outros termos, em vez de se tratar de uma abreviatura TETA-SIGMA de DEUS, (Θ∑), a palavra era realmente formada por um OMICRON E UM SIGMA – (О∑), uma palavra completamente diferente que significa QUEM, QUE. A REDAÇÃO DO TEXTO NÃÕ FALAVA DE CRISTO COMO SENDO “DEUS MANIFESTO EM CARNE”, MAS “AQUELE QUE SE MANIFESTOU EM CARNE” – CRISTO.

Basta comparar este verso, além de muitos outros, com 1 João 4:3. Quem veio em carne, Jesus ou o Pai? E João ainda mostra a diferença entre ambos.

Sobre 1 João 5:7-8, é unanimidade até entre os teólogos trinitarianos que este texto como se encontra em algumas bíblias é considerado espúrio. O versículo de nenhuma forma fala de uma suposta trindade (3 pessoas que formam um deus), mas apenas da concordância tríplice sobre a obra de Jesus.

Em minha humilde opinião há equívocos por partes dos caros irmãos quanto à questão de Jesus ser “CHAMADO E RECONHECIDO” como Deus, porque como foi dito acima, o Novo testamento não atribui o título Deus a Jesus, os judeus sabiam que o Ungido não seria Deus, mas sim Filho de Deus e pelo fato simples de que “Deus e FILHO DE DEUS não são nomes pessoais”, mas são títulos que expressam autoridade, grandeza, são títulos honoríficos.

 “PAI E FILHO – SÃO NOMES? SIM OU NÃO”?

Há diferença entre O “NOME PESSOAL DE JESUS – QUE VEM DO HEBRAICO YESHUA” – cujo “nome” lhe foi dado pelo anjo antes de nascer: “E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o “NOME DE JESUS”. (Lucas 1:31). “E dará à luz um filho e chamarás o seu “NOME JESUS”; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. (Mateus 1:21). E o título “Filho de Deus”, que junto com as expressões “FILHO DO ALTÍSSIMO E UNGIDO”, são aplicados a Jesus por ser o descendente de David que governará o futuro mundo vindouro (milênio), O Messias predito na profecia. “...Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. (Mateus 16:16). “Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, “tu és o Filho de Deus, tu és o Rei d'Israel”. (João 1:49).

Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne. Declarado “Filho de Deus” em poder, segundo o espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, -Jesus Cristo Nosso Senhor. (Romanos 1:3,4). “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, “será chamado Filho de Deus”. (Lucas 1:35). 

Quanto à questão sobre “Filho de Deus” ser um “nome excelente”, é fácil observar pelo texto de Filipenses 2:9 e 10, que “NOME” aí sugere uma posição de autoridade, de destaque”, que foi conferida a Jesus após a ressurreição quando Ele subiu ao céu. Seria redundante o apóstolo Paulo afirmar que Deus lhe deu um nome sobre todo o nome em sua exaltação, sendo que este “nome” lhe foi dado quando Ele nasceu e não em sua exaltação. O nome que é sobre todo o nome - neste caso aqui é facilmente compreensível como TÍTULO que está acima de quaisquer TÍTULOS e não o seu “NOME” pessoal – JESUS.

Creio que a explicação clara desta questão se resume nas seguintes palavras de Paulo: “Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. “ACIMA” de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e “DE TODO O NOME QUE SE NOMEIA”, não só neste século, mas também no vindouro”. (Efésios 1:20,21).

Creio que seja exatamente isto que na humilde opinião deste servo, o livro de Hebreus também esclarece: Que Cristo herdou um “NOME” mais excelente do que os anjos. “NOME” aqui não é o nome pessoal de Jesus e nem o “nome pessoal” de Deus, pois se trata da sua posição de destaque - como “Filho de Deus”, que aprendeu a obediência por aquilo que padeceu (Hebreus 5:8). Ele herdou este “NOME” (TÍTULO) em sua exaltação (veja a seqüência dos versos iniciais de Hebreus 1). Jesus foi constituído herdeiro de Tudo; (Hebreus 1:2). Jesus foi feito mais excelente do que os anjos; (Hebreus 1:4). Jesus foi chamado de Filho, por seu Pai (Deus), os anjos não; (Hebreus 1:5 – compare com 2 Samuel 7:14 e 1 Crônicas 22:10). Jesus recebeu um “NOME” mais excelente do que os deles; (Hebreus 1:4). Jesus poderia receber adoração (inclusive pelos anjos), os anjos não; (Hebreus 1:6). Jesus se assentou à destra da Majestade nas alturas, os anjos não; (Hebreus 1:13). A Jesus foi sujeito o mundo futuro, aos anjos não; (Hebreus 2:5).

“As expressões FILHO DO ALTÍSSIMO, FILHO DO HOMEM E EMMANUEL SÃO NOMES OU SÃO TÍTULOS”? O NOME DE CRISTO FOI “JESUS” OU EMMANUEL? (MATEUS 1:23 COM MATEUS 1:21).

A palavra "Deus" também não é nome, é um título que aplicado a determinados seres, expressa autoridade, grandeza, poder. Vem do hebraico "ELOHIM" E DO GREGO "THEÓS'. Isso é muito fácil de entender quando vemos na bíblia homens, anjos e até os deuses pagãos recebendo este título. (Ex. 7:1 / Sal. 8:5 / Juizes 16:23, somente citando alguns).

Os trinitários alegam que por ser ELOHIM (UMA DAS PALAVRAS PARA DEUS EM HEBRAICO) uma palavra plural, denota a pluralidade de pessoas no único Deus (O QUE ELES CHAMAM DE DEUS TRI-UNO). Mas o fato é que “ELOHIM não EXPRESSA QUANTIDADE E SIM GRANDEZA, AUTORIDADE”.

Para os que crêem que DEUS é TRI-UNO, atentem para a pergunta que o profeta Isaías faz utilizando a palavra que é a singular de Elohim – ELOHA (DEUS) e aplicada apenas ao único Deus, veja: “Porventura há outro Deus (Eloha) fora de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça. (Isa 44:8). Do mesmo modo, lemos nos Salmos: Porque quem é Deus (Eloha) senão Yahweh? E quem é rochedo senão o nosso Deus? (Salmos 18:31). Portanto, não podemos confundir NOME PESSOAL com TÍTULO. DEUS NÃO É NOME PESSOAL – FILHO NÃO É NOME PESSOAL.

“O ÚNICO DEUS TAMBÉM TEM UM NOME (YHVH), ASSIM COMO SEU FILHO – YESHUA (JESUS)”.

Para finalizar, os trinitarianos deveriam apenas ler com atenção as afirmações da bíblia sobre o Único Deus, deixando de lado interpretações feitas pelos homens ao longo das eras, basta somente o ASSIM DIZ YAHWEH. VEJA A CLAREZA: “Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele”. (1Coríntios 8: 6). “Porque {há} um {só} Deus, e um {só} Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. (1Timóteo 2: 5).

(ABANDONE A TRINDADE, VOLTE-SE PARA O ÚNICO DEUS!!!).

PARA REFLETIR

Os textos que falam dos crentes como existindo antes da fundação do mundo como se explica? Porque esses são figurados e versículos sobre Jesus existindo antes do nascimento têm que ser literais?

Jesus veio do céu no sentido que nasceu através da ação do espírito santo em Maria. Assim como o maná é descrito como vindo do céu, mas todos sabemos que o maná não veio do céu onde YHWH habita, certo?

Em Mateus lemos a genealogia de Jesus, Filho de Abraão, David etc, se ele existisse antes deles como é descendente deles? E Maria? É mãe de Jesus ou não? É mãe só de um corpo que esse suposto ser celestial usou na terra?

Se O Filho de Deus já existia antes do Nascimento porque o anjo disse a Maria "Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus". (Lucas 1:35)?

Se Jesus estava vivo antes de vir a terra durante o tempo do AT, porque o AT não contem qualquer referência sobre esse Filho de Deus que já existia? Existem muitas referências a Jesus no Antigo Testamento, mas essas referências são profecias, que dizem o que iria acontecer. Não falam de Jesus como um contemporâneo; Elas apontam para um que haveria de vir.

Por exemplo: "Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho". (1 Crônicas 17:13),

"Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra". (Salmo 89:27).

Note que os verbos estão no tempo futuro. Estas frases não fariam qualquer sentido se Jesus já existia?

Que Deus te abençoe sempre, seu irmão e servo na fé de Jesus.

Marcelo Valle